terça-feira, 20 de julho de 2010

The End

É com muita pena que vos digo que esta aventura e provavelmente este blog, chegaram ao fim. Já estou em Portugal e não faz mais sentido a sua existência. Não me sinto especialmente inspirado para escrever neste momento. Mas sinto que devo um comunicado a quem me acompanhou através deste blog, leu e foi lendo o que pensei e fui pensando, escrevi e fui escrevendo...
A vida é feita de etapas e esta acabou. Seguem-se novos desafios, uma provável entrada no mercado de trabalho e na vida adulta. Onde? Não sei ainda, por aí.
Cheguei há uns dias a Portugal mas só agora entrei em modo de reflexão final da maravilhosa aventura que vivi. Queria apenas deixar cumprimentos a todos vocês que conheci e descobri ao longo deste período e agradecer-vos por tudo. Não vos esquecerei.
Experiência enriquecedora em que me envolvi da qual não me arrependo nada. Aliás, repetia já o processo de novo! Digam-me só onde assino. Tanto a nível profissional como pessoal. Cresci e aprendi em todas as vertentes e sinto que o saldo é mais do que positivo - é maravilhoso.
Talvez nos voltemos a encontrar em algum outro cantinho deste interminável mundo cibernauta.

Já tenho saudades daquele mundo.
Até já e até à próxima aventura!

p.s. Maci tinhas razão.. mais do que da cidade, vou é ter saudades das pessoas maravilhosas que nela conheci.
p.s.2 E esta foi a última vez que utilizei este adjectivo neste blog, palavra ícone mascote do mesmo.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Devaneios

tanto que me passa pela cabeça... mas muito do que me passa, passa e vai, vai e volta...

A vida no Porto, os meus amigos, a minha família. Tenho saudades, mas sei também que vou ter saudades desta terra, deste mundo aparte, da minha vida, das pessoas sobretudo. Todas em geral e em particular umas mais que outras. Mas enfim, que saudades de ter saudades também é bom. E já estava numa fase que não sentia saudades... mas de repente sentir o regresso, a partida. Se não houvesse os fins e os começos talvez não pensássemos tanto no que vivemos. E assim damos valor ao que temos e não temos.

É bom! Até já!

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Textos Soltos X

Quarta 23 de Junho, 18h
"A uma semana de entregar a tese uma estranha onda de calma e paz invade-me e segura-me. Consciência tranquila ou desleixo inconsciente? Talvez nenhum dos dois. Talvez apenas uma sensação de tudo ser relativo e um balancear de importâncias, também elas relativas. O excesso de confiança assusta-me mas é como me sinto. Sereno, mas com a alma cheia e sem preocupações, tranquilo. Ritmado como o andamento do ônibus num final de tarde sem trânsito e ameno. Gostava de perdurar este estado activamente atento e racional. Sinto-me capaz de tudo hoje."

Quinta 24 de Junho, 10h
"Hoje está sol! O clima influencia de uma forma determinante o meu dia-a-dia, a nossa disposição. Melancolia bucólica em dias chuvosos, energia e alegria em dias de céu limpo. Coltrane e Sinatra são automáticos quando está cinzento, músicos brasileiros surgem quando tudo é azul! E assim se vive... sujeito às condições que alguém determina. Uns acreditam serem imposições divinas. Eu talvez acredite que é apenas a natureza - para mim também divina. O Deus de uns está presente em igrejas, o meu, se existir está na Natureza e à imagem de um humano toma as suas dores, tem os seus dias bons e maus. O pensamento é mais rápido que a caneta mas mais lento que o ônibus e custa-me escrever mas a cabeça não pára e engole-me com ideias. O que eu acredito é que apesar da chuva e do sol influenciarem bastante a última palavra é nossa. Esse é o Deus que todas as igrejas deviam ensinar a um miúdo de 5 anos. O Deus que vive em nós, o Deus da mente. Poder inigualável. Afinal o que seria do bom sem o mau? Do sol sem a chuva? Quase sempre sentimos por oposição. Felizes porque já experimentamos tristeza, sorridentes porque já choramos. Vivemos em constantes comparações. E portanto não julguemos saber o que é bom e mau porque às o mau é bom e vice-versa. Mas do que falo... hoje está sol!"

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Just do it!

Domingo vs Segunda

Depois de um Domingo de Sol e um dia de praia fantástico, a Segunda apresenta-se chuvosa e com algum frio.
No fundo, metaforizando a responsabilidade da semana de trabalho, opondo-se ao clima descontraído e quente do fim de semana.
Moro num País tropical!

Até já.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Friday DAY fever!

Sexta feira é, e sempre será, o melhor dia da semana por excelência!
Hoje não foi excepção. Mais do que isso, foi uma sexta especialmente boa. Não só pela expectativa do fim de semana mas pelo dia em si.
Não trabalho às Sextas o que é maravilhoso, e quinta só trabalho de manhã. Claro que segunda, terça e quarta são dias pesadinhos mas só de sentir que está aí a chegar o fim de semana até ganho mais vontade de trabalhar...
Ontem foi a primeira Quinta que não fiz nada à noite e hoje soube-me tão bem aproveitar o dia de uma ponta a outra.

Sentir Copacabana de outra forma que não a do costume. Que não a forma apressada para apanhar o ônibus, que não a suja e desumanizada...Com tempo e sem o relógio ou o sono a atrapalhar, o olhar muda e transforma-nos o pensamento. Com o tempo a nosso favor, e não o contrário... E assim se percebe o poder da mente e se aprende a relativizar.

Acordar, fazer um bom pequeno almoço, tomar um bom banho, pensar.
Leituras diárias na net e café, tomar banho e pausa... sentir (independência).
Sair de casa, fazer as nossas "coisinhas", nosso bairro, no nosso tempo e parar.
Comer e pensar.
Voltar a casa, preparar-nos, correr na praia de copacabana, parar e respirar.
Banho de novo, fazer as compras da casa e trabalhar.
Final da tarde, começar a preparar a noite...

Friday NIGHT fever?

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Noite

A noite é uma perigosa companheira. Por vezes, a única ao nosso lado de madrugada. Por vezes, boémia, por vezes nostálgica e solitária. As ruas estão vazias e soturnas. A escuridão esconde um ou outro, uma ou outra. Numa esquina, num táxi, num boteco. Nunca é superficial. Por vezes profundamente triste, por vezes um mar de alegria. Mas é na noite que me conheço, que me descubro, que me deixo levar pela sua profundidade e mergulho em mim mesmo. Ao mais desconhecido eu. Àquele que ninguém conhece. Ou quase ninguém. São reflexões mundanas que se misturam na essência do ser, do mundo, das ruas. Ponho-me à prova e nem sempre me sinto capaz... Um filme em que a personagem principal, talvez a única, é o meu alter ego, a personificação da minha noite, talvez só do meu momento. Viajo, perco-me, volto. A mim, à rua, ao quarto. E não deixo nenhuma emoção de lado, felizmente porque conheço todas as formas e estados, mas infelizmente porque cada uma me explora e invade. Da mesma forma que, quando se revela gritante e feliz, me deixo levar superficialmente pelos contornos do céu estrelado e das ondas invisíveis do mar de escuridão. A noite por si só não é companhia para todos. Nem todos a percebem. Os que a reparam, olham-na de lado ou simplesmente fecham os olhos para só ver o dia e não a sentirem no seu encalço. Inspira-nos, entristece-nos, e depois compensa com momentos subtis e pormenores que durante o dia não se sentem. Imagino outras personagens, outros mundos. Os outros que nada disto sentem. Os que não se podem dar ao luxo de assim pensar. Porque simplesmente as circunstâncias não lhes permitem. E acabam por sentir de outra forma, não chegam à noite sequer, porque têm fome. De saber, de conhecer, de aprender mas ninguém lhes deu esse direito, e os poucos que lhes sobravam também foram retirados. Será para mim um privilégio? Será que não devia assim pensar? Sinto-me egoísta mas com sede de saber porquê. Chego a casa e bebo água para não desidratar do vazio, que em mim se faz sentir.
Tudo isto, num ônibus, numa rua, num bairro sujo e desumanizado que é Copacabana.
É a realidade de uma noite. A de amanhã será diferente.

O que não me mata, fortalece-me.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Texto Solto

10.05.2010 13h São Cristovão - Copacabana

"O sono invade-me nesta viagem,
A dúvida da decisão instala-se,
A música dá suavidade ao momento,
A alegria do dever cumprido dá-me serenidade.
Mas a dúvida continua lá,
E por lá há-de continuar a viver.
Melhor será aprender a viver com a sua presença,
Com o sono, a música e a alegria, difícil não há-de ser."

sábado, 8 de maio de 2010

O nada do momento

Jazz music before sleeping is the best you can afford for the one night stand.

Just you and your music. Both, in the quiet place, your home.

ohhh what a marvelous moment... alone and together with the musical perfection

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Texto Solto

20.04.2010 12h trajecto Fundão - São Cristovão

"Não há nada melhor que sentir que a cidade está connosco, que nos é íntima. As passadas na rua revelam sorrisos amigáveis, os minutos no ônibus desvendam quadros únicos e o Rio suspira... a cada esquina, a cada "moço vendendo bala". Desloco-me sem medo, com a confiança de quem está seguro por alguém, pela cidade. Permite-me, aceita-me e deixa-me à vontade para o conhecimento e exploração sem limites. Mesmo os trajectos mais rotineiros conseguem surpreender. A escravidão da pobreza vai-se sentido por Copacabana até à Princesa Isabel, ironicamente a avenida que ganhou o nome da princesa imperial que aboliu a escravidão. Mais à frente, o despique entre o Pão-de-Açucar e o Cristo Redentor. Contorno a Baía de Botafogo e tenho tempo para ver como se emergem e insinuam estes dois símbolos e sua presunçosa troca de olhares. A água reflecte o sol brilhante que ilumina o verde e a respiração da cidade. Toda a marginal, Flamengo, Glória, até à praça XV é fonte de inspiração para um dia de trabalho. Desporto e harmonia e uma zona bem preservada em contraste com o que a seguir me espera. Avenida Presidente Vargas, centro. O equivalente aos Aliados mas muito menos bonito, com mais ônibus e muitos buracos… O comércio e os escritórios inundam o centro da cidade e as pessoas trabalham para viver. Seja de fato e gravata, seja a fazer discursos pouco originais para tentar vender rebuçados e amendoins nos transportes públicos. A cidade sufoca e grita de dor ao ver tanto e tão pouco. Confessa-me suas intenções e apresenta-me finalmente a São Cristovão. Ao chegar ao trabalho percebo, uma vez mais, a minha afortunada sorte.

Sorte por ter uma boa relação com a cidade, mas sobretudo com a vida.”

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Da forma que o quisermos

O mundo na sua verdadeira realidade,
Apresenta-se-nos da forma que o quisermos ver.

Perspicaz na abordagem,
Mas inocente no sentimento,
Faz de nós o que a sua vontade pretender,
Essa pretensão de querer ser grande, de querer ser mundo.

Por vezes parece universo,
Maior que si mesmo,
Mas afinal, quem o faz somos nós,
E sem nós também nada o seria,

Por mais cínico que pareça,
Não passa de um falso mascarado,
Que nos é íntimo,
E nos mostra o que quisemos ver.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Casa nova, vida nova!

Eu e Barata já nos encontramos instalados na nossa nova casinha... Sim, mini casinha, mas muito nossa! Siqueira Campos, à beira do Metro, Copacabana! Ambientes diferentes, gente mais diversa, mais confusão, mais sujidade mas também mais vida! Fica a promessa de fotografias dos jacuzzis e suites da mansão... para breve...

Até já!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Back!

Depois de uma fugaz ida a Portugal, voltei. I´m back! Com outros objectivos, com mais conhecimento. Da cidade, da cultura, da vida... Com visões diferentes e com mais maturidade.
Em vez de aulas há trabalho, em vez de horário há flexibilidade, em vez de notas há responsabilidade e em vez de tempo livre há tempo aproveitado.
Vão ser 3 rápidos e intensos meses... No final, se tudo correr bem, começa a minha vida de adulto. E como é difícil ser adulto. Difícil mas recompensador.

Sem tantas aventuras para contar, tentarei manter-vos, ainda assim, actualizados.

Até já!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Texto do Dani(xinho)

Nunca me passou pela cabeça, no dia em que parti para o Rio de Janeiro, que escrever um simples texto sobre a estadia na Cidade Maravilhosa me fosse causar um misto de sensações que não consigo descrever agora…
Dia 18 de Outubro, aterrei, sozinho no Brasil sabendo apenas que teria um estágio no Hospital do Fundão que começaria na segunda-feira seguinte e acabaria a 15 de Janeiro. Claro e evidente que não tinha tratado de nada, ou seja, não tinha onde dormir. Sabia apenas que alguns amigos/conhecidos se encontravam por lá. Nas 2 primeiras semanas fiquei a dormir em casa de uns amigos que estudam Medicina, que me acolheram muito bem e me proporcionaram os meus primeiros momentos de felicidade nesta cidade. Muito obrigado Inês, Xana, Miguel e Willian!
No entanto, estava a dormir na sala e em busca de um quartinho onde ficar… Claro que eu sabia que o Jaime, Ferrão e Freitas estavam no Rio e tratei de lhes comunicar que tinha aterrado ali de” páraquedas”! Logo nos primeiros dias fizeram questão de me convidar para jantar em casa deles, seguido de uma pequena iniciação àquilo que seriam as Noites Loucas do Rio de Janeiro! Como me lembro dessa primeira noite! “Hoje é Festa Erasmus em casa do Celso!!!” Não fazia ideia do que estavam a falar. Revelou-se uma grande galhofa. Muitos copos, música e dança à mistura! Fizeram questão de me apresentar à malta portuguesa que estava lá a estudar sendo que um pequeno rapaz de tronco nú, de palmeira na mão, ligeiramente embriagado, saltando e cantando, me saltou logo á vista! “Quem é este ganda maluco!?” perguntava eu. Pois é, era o grande João Maciel, que também habitava com eles na famosa Casa Rosa. Nos dias seguintes, passei a ser assíduo frequentador daquela casa, onde passei a conhecer melhor o morador q me faltava – Barata.
Duas semanas depois da minha chegada, chegou-me aos ouvidos pelo Ferrão, uma possível proposta de contratação para a Casa Rosa! A casa já estava cheia mas pelos vistos, havia um quartinho pequenino da empregada no qual eu poderia ficar a dormir caso quisesse… Parece que não foi fácil chegar a acordo para que convite fosse endereçado mas, a verdade é que, dois dias depois, lá me mudei de malas às costas.
Amigos, vulgo conhecidos, passaram em apenas 3 meses a ser Grande Amigos. Amigos daqueles que ficam para toda a vida. No fundo, foram a minha Família no Rio de Janeiro.
Nunca pensei que as coisas fossem correr tão bem. Não vou falar do meu estágio pois foi de longe a faceta menos importante desta pequena viagem. Muitas aventuras se seguiram.
Muitos dias de praia no Posto 9 de Ipanema, tardes passadas no apartamento 201 nº 174 da Visconde Pirajá, muitas noites na Lapa, muitas idas ao Leblon em busca das afamadas “patricinhas”, futeboladas no aterro do Flamengo. Enfim! Foram demasiadas histórias partilhadas, impossíveis de descrever.
No entanto, há pormenores que não podem ser esquecidos. Para começar, a “nossa” casa, a CASA ROSA! Muito desarrumada, nem sempre limpa, alvo de grandes festas mas no fundo, sempre organizada! Nunca me vou esquecer daquele papel na parede onde se encontrava uma lista com os dias da semana e os nosso nomes, indicando quando é que cada um de nós iria cozinhar. Aqueles jantares eram míticos! Muito calor, tudo de tronco nú a suar mas sempre aquela hora do dia em que nos sentávamos à mesa durante pelo menos uma hora, disfrutando de uma bela refeição em família, relatando os episódios mais recentes e planeando os futuros!
Queria deixar uma pequena palavra para cada um de vocês que fizeram da minha estadia na Cidade Maravilhosa, os melhores meses da minha vida.

Pedro Ferrão – Talvez aquele que eu conhecia melhor. Revelaste-te um verdadeiro irmão! Muitas viagens de van partilhamos juntos, às 8 da manhã… Sempre a ajudar-me nas tarefas de culinária, a fazer aqueles TANG’s maravilhosos e a fazer aquela dupla maravilha na noite! Haha Para além disso, foste o meu companheiro de viagem durante uma semana pela Argentina. És Grande!

Jaime Silva – Jaiminho, compincha de futeboladas no Porto. Quem diria que o nosso skill de bola no pé se revelaria desta forma! O verdadeiro Pai da Casa Rosa. Um rapaz cheio de virtudes, sempre disposto a dar uma palavra nos momentos menos bons. Dar um pézinho de dança, fosse funk ou fosse samba, sempre na sua mente!

Pedro Freitas – BFF! Sempre acompanhado do seu Magalhães, fosse de noite ou de dia, mesmo enquanto dormia. Nunca disse que não a uma noitada! Sempre bem-disposto e alegre, este rapaz revelou-se uma surpresa para mim. Muitas caipirinhas juntos, a aproveitar a noite até ao fim. Comprou uma prancha de surf e deu-lhe muito uso! Poucas vezes o vi fora de água…

Nuno Barata – “Vens sair hoje ou vais ficar a ver uma série outra vez!?” Muitas vezes se ouviu esta pergunta na Casa Rosa. Era apenas uma forma de nos metermos com o grande Barata! Este rapaz apesar de ter uma grande apetência para usar a minha roupa, tornou-se um grande amigo. Não o conhecia mas mostrou que para além de um grande skater, é também 5 estrelas! Sempre a brindar-nos com boa música e com vontade de curtir! Não vou esquecer aquela choppada em Nitéroi contigo mano!

João Maciel - Maci! Quem diria que tu és lisboeta… Apesar de não conhecer nenhum de nós, quando fui morar para o 201, já era uma coqueluche! Posso falar por todos quando digo que este rapaz é o maior! Multi-facetado, alegre, divertido e uma excelente pessoa. É Impossível não gostar dele. Partilhei muitos e bons momentos contigo meu irmão… Muitos mais virão, agora em Lisboa e porque não, no Porto.

Enfim, tal como disse, foram os melhores meses da minha vida na medida em que tive direito a tudo aquilo que se deseja. Para além de agradecer do fundo do coração à família da Casa Rosa e também a todos aqueles que partilharam comigo estes momentos, queria agradecer particularmente aos meus Pais e Irmão. Sem vocês nada disto teria acontecido.

Muito obrigado por tudo, cheio de saudades!

Dani

PS: Eu sei que estão todos cheios de saudades de me ver dançar…

terça-feira, 9 de março de 2010

O meu Texto

Confesso que não sei por onde começar. Sei o que sinto quando penso nesta jornada, mas não é fácil estruturar os pensamentos, não é fácil organizar as ideias, não é fácil gerir as emoções que me ocorrem. Tudo surge quando imagino a nossa casa, a nossa rua, a nossa zona, a nossa praia, as nossas pessoas. Tudo o que foi nosso, durante esses 7 magníficos meses que tivemos o privilégio de passar na nossa… cidade maravilhosa!
Talvez começar pela casa… a casa que ficou conhecida pela cor das paredes da sua sala, a “Casa Rosa”. Daniel Macedo, Jaime Silva, João Maciel, Pedro Ferrão, Pedro Freitas e Nuno Barata. Estes são os 6 elementos que viveram na, já bem conhecida, habitação 201 da Rua Visconde Pirajá. Foram momentos inesquecíveis passados naquela sala de grandes jantaradas e conversas nocturnas, naquela cozinha de móveis podres e fogão imundo, naquele pátio de churrascadas e conversas na rede, naqueles quartos de camas frágeis e calor insuportável, naquelas casas-de-banho com comunicação interna e passagens secretas. Só vocês sabem do que eu falo, só vocês provavelmente sentem o que eu sinto ao ler este texto.
Começo pelo Maci (João Maciel), homem inicialmente algo fechado e pouco falador, revelou-se um grande coração e um amigo que, com toda a certeza, vou guardar comigo para sempre. Um Lisboeta Portista… não podia haver melhor escolha! Grande companheiro de galhofas mas também de boas conversas, uma excelente companhia que penso que surpreendeu tudo e todos. Danixinho (Daniel), o homem que chegou lá a casa como temporário e acabou vivendo connosco, que grande revelação! Nenhum de nós o conhecia muito bem e que grande aquisição do plantel. Um excelente dançarino e um bom feitio que não houve um dia que não o tenha visto sem ser de sorriso na cara. Faz-me lembrar que por vezes não são precisos novos amigos de novos lugares, mas sim conhecer melhor as pessoas que nos rodeiam. Ambos, ficaram grandes amigos e para sempre o serão. Os restantes 3 são amigos de longa data e só esperava coisas boas… Já os sabia bons amigos, mas não os sabia tão boa companhia, tão fáceis de lidar e tão bons cozinheiros! Achava difícil mas realmente conseguiram surpreender-me! Pedro Ferrão, o galã falso lento, bom feitio por natureza, exímio cozinheiro, Pedro Freitas o boémio pensante sempre boa companhia, com provas dadas nas carreirinhas, exímio cozinheiro também e Nuno Barata, o bom coração stressado que adora as suas rotinas, com provas dadas no skate longboard, não tão exímio mas com grande potencial na cozinha.
Aos cinco, digo-vos amigos, adorei viver com vocês e obrigado pela vossa excelente companhia. O Rio de Janeiro não teria tido o mesmo encanto sem a vossa presença. Os lugares não têm vida própria. São as pessoas que fazem os momentos e as memórias. E vocês fizeram grande parte da história deste enorme momento da minha vida, estes 7 maravilhosos meses.
Vem-me agora à cabeça um sem número de palavras que me apetece despejar aqui de uma forma desordenada como quem despeja um balde de berlindes dentro um recipiente gigante. São palavras e lugares que me lembram momentos e me deixam cheio de saudades.
A Praça General Osório às Terças de manhã com a feira das frutas, a Baía de Botafogo e as pessoas dando uma corridinha vista de manhã através de um vidro escurecido dentro de uma van, a linha vermelha e as favelas que a rodeiam, o Arpoador, o calçadão, a praia, as barracas, o coqueirão, a “altinha” tantas vezes jogada ao final da tarde com o sol a pôr-se atrás do morro dos dois irmãos, os dois irmãos, o Bené, o 468 da Visconde, a rua Barão da Torre, o Big Néctar, o grande Big Néctar (!), nosso poiso obrigatório todas as manhãs depois de uma noitada, os seus trabalhadores, Gestor, Luís e Natanael, o Beach Sucos e os joelhos, as Skols e Antárcticas, os Açaís, os sucos na faculdade todas as manhãs, os chopps ao final da tarde no quiosque “quase nove” com música ao vivo, as corridinhas ao final do dia, a Lapa, os arcos, o homem das caipirinhas, sempre o mesmo, o inferninho (!), o maluco da Lourinhã, as meninas vizinhas, as meninas do 468, o “tô tranquilo”, o pessoal Leblon, as meninas Leblon, todos os nossos ilustres visitantes, já referenciados no blog, Parati, o fim de semana incrível onde conhecemos muita gente e que nunca nos esqueceremos, Ilha Grande e a companhia ainda maior (!!!), a primeira vez na Rocinha na melhor das companhias, o Empório, o Luisinho que vendia jolas escondido da polícia, a excelente organização e qualidade culinária da “Casa Rosa” que fez com que fosse distinguida como a casa portuguesa onde se comia melhor em todo o Rio de Janeiro (pequeno momento de orgulho e vaidosismo), o pirata de Ipanema a personagem mitológica da nossa casa, os mates limão, os hamburguers, as esfihas, o B.G., os concertos, a Fundição Progresso, a Lagoa Rodrigues de Freitas, o Maracanã, o Vasco, o Flamengo, o Pão de Açúcar, o lombo de porco folhado com cogumelos do Freitas, o timbal de frango do Ferrão, as almôndegas com puré do Maci, a bolonhesa do Barata, o rolo de carne do Danixinho, o Magalhães, as colunas do pai do Danixinho, o espelho assombrado do corredor e a camisola do Barata que passou a ser mobília da casa, o Natal, as iguarias produzidas por todos em conjunto nessa noite especial, a passagem de ano, o calor constante, a boa disposição vibrante dos cariocas, o Rio de Janeiro…!
Depois há o capítulo da viagem mas é assunto para ser abordado noutra altura, de outra forma este post não acabaria hoje.
Não podia deixar de agradecer também à minha namorada Paz, que desde o primeiro minuto me apoiou e me deu força empolgando-me, até na decisão de ir para o Rio de Janeiro. Queria agradecer não só por isso, mas principalmente pela paciência e compreensão que sempre teve comigo durante estes meses. Obrigado por tudo, és espectacular minha Paz.
Aos meus queridos pais que me proporcionaram a possibilidade de fazer o intercâmbio, acreditando em mim e na minha maturidade. Muito obrigado.
A todos vocês, que conheci no Rio e que fizeram com que gostasse tanto da cidade maravilhosa, a cidade que não pára um segundo e onde tudo acontece. Voltamos a ver-nos no Portugal-Brasil jogado no Maracanã, no Mundial de 2014! =)

Abraço a todos,

Até já!

Jaime

segunda-feira, 8 de março de 2010

Texto do João Maciel

Primeiro, gostaria de agradecer ao amigo Jaime a oportunidade de me deixar escrever qualquer coisa no seu blog.
Para quem não me conhece, chamo-me João Maciel, um dos seis elementos do mítico ap 201 do nº 174 da Rua Visconde Pirajá, casa onde passámos a maior parte da nossa temporada no Rio de Janeiro.
Não sei se o meu texto vai ter um tema específico, vou escrever o que me apetece, quando achar que devo parar, assim o farei.
Estou em Lisboa desde Sábado, sim, sou o Lisboeta, o “intruso” no meio da avalanche Portuense com quem passei grande parte do meu tempo no Rio. Ora bem, retomando, Lisboa, cidade onde vivi toda a minha vida, onde tenho a maior parte dos meus amigos e onde penso passar a grande parte dos anos que terei pela frente. No entanto, desde Sábado, esta Lisboa parece-me diferente, faltam pessoas. Não que tenha deixado de gostar das pessoas de quem sempre gostei, antes pelo contrário, o facto de ter estado afastado uns meses só veio fortalecer esse sentimento, mas sinto que nestes primeiros dias estou a viver um filme onde faltam algumas personagens. Refiro-me a todos aqueles que partilharam comigo os últimos meses, talvez os melhores da minha vida, e que agora se encontram a alguns km de distância, uns no Porto e outros no nosso “ponto de encontro”, Rio de Janeiro
Não vale a pena dizer muitos nomes, todos foram importantes, mas como é claro, de todas as personagens em falta, não posso deixar de citar os meus amigos/“irmãos”: Jaime Silva, Nuno Barata, Pedro Ferrão, Pedro Freitas e Daniel Macedo, sem eles nada teria sido tão único como foi. De simples desconhecidos passaram a fazer parte da minha vida, parece que sempre os conheci e espero que isto se mantenha para sempre. É estranho acordar de manhã e não ter um ou dois deles ao meu lado, o ventilador ligado no tecto, o barulho dos autocarros na rua e aquela conversa matinal sobre qualquer coisa. Mais estranho ainda é a quantidade de vezes que tenho um sofá só para mim, poder deitar-me nele, em vez de me sentar ao lado de alguns troncos pegajosos acabados de chegar da praia. Poder acordar de manhã e beber água da torneira, andar descalço sem me preocupar com a camada de sujidade que os meus pés ganharão, tomar banho com a “pistola” do chuveiro na mão, ter máquina de lavar loiça, ter tosteira/tostadeira/tosta-misteira, frigorífico recheado, iogurtes e toda uma variedade de coisas que não tínhamos, mas que percebi não serem necessárias para que se viva bem e com muita felicidade. Saudades de não saber quem vai entrar pela porta, o Barata com mais uma aventura na Van de Nitéroi, o Dani com a sua bata de DR. Nimed, Ferrão com a sua mala à tiracolo e o seu andar de gingão, Jaime de mochila às costas completamente estafado de mais um duro dia de aulas e… Pedro Freitas, não foram muitas as vezes que o vi entrar pela porta, mas tinha a sua imagem de marca, o seu amiguinho branco, Magalhães de seu nome, saudades dele também.
Estar de volta a uma mesa de jantar com lugares fixos e não ter o Barata na cabeceira do lado esquerdo, o Jaime à frente e os restantes do meu lado direito. Não há um mapa de tarefas na parede cor-de-rosa da sala, aliás, agora a sala tem paredes brancas, quadros em vez de posters e a televisão tem comando e canais a mais para ver.
A casa de banho é branca, branca sem manchas pretas, há gel de banho e shampoo à descrição, sabonete só para lavar as mãos.
De cinco irmãos passei a um, o verdadeiro, o gémeo verdadeiro ao qual sou confundido dia sim, dia não. Não que seja mau, é a minha vida, mas diferente da que vivi do outro lado do Oceano.
São muitas as diferenças que estou a sentir, ainda não consegui assimilar todas elas, mas a maior é sem dúvida a vossa ausência.
Por fim gostava de deixar uma palavra especial ao Jaime, o blog acompanhou-nos ao longo do semestre, tens mais uns meses pela frente, por favor não o deixes morrer. Vai ser muito útil para que consigamos acompanhar a tua vida, mais “tranquila” (abraço ao Mana) mas, com certeza, continuará a ter muitas histórias para contar.
Amigos, vou ter muitas saudades da Cidade Maravilhosa, mas duma coisa já me apercebi, não é da cidade que tenho saudades, mas das pessoas maravilhosas que nela conheci.

Um grande abraço a todos!

Maci

P.S.: Arranjem um tempinho na vossa agenda e escrevam qualquer coisa também!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Regresso ao Porto

Amanhã regresso a Portugal. Isto (ainda) não é um post final. Falta ainda falar de Iguaçu, não foi esquecido, e claro... esta semana intensa de carnaval cheia de histórias para contar e sobretudo fotografias para mostrar! Foram dias e noites que não me deram nem tempo, nem vontade, para escrever. Para escrever da forma que quero, para tentar passar da melhor forma tudo o que vivi durante estes maravilhosos meses.

Chego Segunda-feira às 8h30 ao Porto.

Na serenidade e no conforto de minha casa, da minha cidade, não vai faltar oportunidade e sobretudo vontade para vos escrever!

Nota final ainda para vos dizer que cada um dos elementos da nossa "casa rosa" vai ter oportunidade para escrever um post sobre o que quiser partilhar comigo, convosco. Fico à espera dos textos.

C-I-D-A-D-E M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A


Até já!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Argentina

Pelo início comecaremos... Salta! Cidade relativamente pequena (maior que o Porto) mas dentro do contexto das cidades da argentina considera-se provinciana. Gostei imenso da cidade. Depois do Texas, das condicoes precárias de viagem na Bolívia, chegar a Salta foi como chegar ao paraíso. Talvez algo exagerado mas na verdade sentia-se no ar o dinâmismo de uma metrópole europeia, viam-se pessoas modernas, turistas, gente bonita, gente feia, mas sentia-se movimento. Muita gente a fazer desporto, a brincar nos parques enfim, gostei da atmosfera. A cidade tem um teleférico que sobe a um morro suficientemente alto para ter nocao da dimensao da cidade. Centro histórico muito bonito com uma grande praca rodeada de cafés e bares. De destacar o museu de arqueologia de alta montanha a que fui. Muito interessante e nada massudo... Relata algumas das tradicoes incas e rituais religiosos, sendo que a principal atracao do museu sao 2 múmias em exposicao. Tratam-se de 2 corpos de criancas que foram oferecidas aos Deuses e enterradas a mais de 6000 metros de altitude (as mais altas de sempre encontradas) e que por isso se encontram em perfeito estado de conservacao. Impressionante. Muito bom o museu valeu a pena. Depois destaco também o amigo que fiz em Salta de seu nome Facundo que trabalhava no hostel e com o qual falei bastante, boa onda.

Seguidamente, Buenos Aires!!!
A espectactiva estava em alta e nao desiludiu... Para vos contextualizar primeiro, devo dizer-vos que estes dias finais foram sempre em correria porque nao queria perder o Carnaval no Rio e entao tive que apressar as visitas um bocado...
Buenos Aires - Cidade mais imponente que alguma vez vi. Muito mais do que alguma cidade Europeia achei BA uma cidade bem pensada, cheia de adornos e imponente, acima de tudo imponente. Nas grandes ruas, nos edfícios, nos passeios, nas estátuas imensas enfim... Chego a BA de manha comeco logo pelo bairro La Boca, visito o estádio da equipa Boca Juniores onde jogou Maradona. Almoco na Rua, conheco o homem das "bifanas" (que eram de uma qualidade superior às nossas... na verdade era Lomo, excelente), e tenho uns 15 minutos de boa conversa enquanto almoco. Deixo-me deambular pelas ruas de La Boca, ouco o tango de fundo nas ruas mais turísticas e confundo-me com as cores das divertidas casas que me rodeiam. Passo para San Telmo e delicio-me. É Domingo e há feira! As minhas irmas passavam-se naquele bairro, naquele dia. A feira de Cerveira é boa mas esta tinha outra mística, outras pessoas, outros cheiros, outras coisas para vender. Deixo-me vaguear pelas intricadas ruas de um dos bairros mais típicos de BA e mais agradavéis de se caminhar. Vejo antiguidades, visto chapéus, experimento pulseiras e colares, toco instrumentos, observo antiguidades, mas nao compro nada. Ouco música, tomo um café, descubro as Tanguerias, caminho um pouco mais e acabo por comprar algo para oferecer umas tendas à frente. Desperto do transe das bancas de rua quando chego à Praca de Mayo! Páro um bocado, como fruta e penso como é que ainda nao vi o filme da Evita Perón! Visito a casa rosada e nao acho deslubrante pelo edifício mas sim pela história toda que a rodeia.
Dia seguinte faco um passeio de bicicleta pela cidade e descubro o bairro de Palermo e Recoleta muito bonitos e ideais para se viver. Imensos espacos públicos bem pensados e as gentes, felizes, a darem-lhes uso! Conheco 2 autralianas, 1 sul-africano e 1 das ilhas Fiji. Acabamos ficando todos amigos e combinamos ir à noite a um espectáculo de percurssao que me tinha sido recomendado pelo irmao do Maci, Filipe. Enquanto nao sao horas vou com o Tom da África do Sul "lanchar". Saem dois bifes e dou por mim a falar com um Sul-Africano de 28 anos, que trabalhava no sector financeiro, discutindo como outrora BA teria sido rica tal era a sua beleza e imponência em toda a parte. Nao só no centro, por toda a cidade se espalham edíficios de bela arquitectura, estátuas enfim... a piada é que estavámos em plena av.Mayo num bar/restaurante a comer um bife naquelas esplanadas de passeio com uns arbustinhos (que nunca percebi porque sao bem agradaveis) com um calor de fim de tarde óptimo e beber uma cerveja falando de economia! Surreal e único. Depois à noite um espectáculo de percussao incrível a fazer lembrar o carnaval que está aí tao perto... o mundo é pequeno e acabo encontrando 1 português e 1 italiano que tinha conhecido uns dias atrás em Salta e uma rapariga que tinha estado no Rio comigo. Konex - La bomba. Obrigado Maci e Filipe. A seguir procissao pela rua com a percursao a continuar e centenas de pessoas a seguirem a música até a uma disco com música ao vivo. Um baixo, uma bateria, três trompetes, e um sininhos e gongos lol. Muito bom mesmo...
Next day, passeio na enorme avenida 9 de Julho, como MacDonalds num segundo andar com vista directa para a avenida e Obelisco. Subo ao último andar de um hotel a conselho de Barata e Mafalda e delicio-me com a paisagem da avenida colossal. Deixo-me mais uma vez embrenhar no meio comercial, desta vez na divertida calle Florida. Depois vou até à livraria Ateneu, um verdadeiro teatro-biblioteca-livraria. Imaginem a Fnac num dia de semana de manha, tranquila, com aquela músiquinha de fundo e com café quente e pastéis de nata - tudo perfeito e apetece ficar ali a ler livros e a comprar cds. Agora multipliquem por 3 esse mesmo ambiente e em vez de uma loja no norte shopping, imaginei o ambiente de um teatro numa grande avenida de Buenos Aires. Mágico... mais uma deixa do Filipe. Thanks again. E assim acabam os meus curtos, mas intensos 3 dias em Buenos Aires.
20 horas de viagem até Iguacu... e as cataratas... ficam para amanha! Mas desde já vos digo que é algo espectacular. Natureza a 100% e muita ááágua!
Quando vos voltar a escrever já estarei no Rio porque apanho amanha a camioneta. Nao deixarei passar as cataratas porque realmente merecem um post.

Abraco a todos e até já Rio... cidade maravilhosa...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Fotos 5



"Árvore de Pedra" no meio do deserto...



Cafezinho da manha...



A tropa das gigas...

Fotos 4

MAIS UYUNI!