segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Trilha Urca e Pão de Açucar take II

Esta Quinta fizemos uma Trilha, ou melhor, trilhinha ao morro da Urca. Recomendo vivamente a todos os que queiram visitar o Pão de Açucar a fazer primeiro a trilha que sobe o morro da Urca. Por duas razões: Primeiro porque poupam metade do valor do teleférico da subida ao morro da Urca, segundo porque sabe sempre melhor ver as vistas suadinhos e com as pernas trabalhadas.

Fica aí a tropa e a foto "facebook" da dupla.


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Vasco da Gama Campeão!!!

Maracanã, outrora com capacidade para mais de 100 mil pessoas, tem actualmente capacidade para 82.238 espectadores e é o maior estádio do Brasil. Este fim de semana fomos ver um jogo do Vasco da Gama, a segunda equipa do Rio com mais adeptos, campeão da 2ª divisão e promovido este ano ao Brasileirão! O estádio é muito bonito, o jogo não tinha nada a decidir uma vez que o Vasco já era matematicamente campeão, os jogadores não pareceram muito motivados, mas a torcida incrível. Cânticos entoados em tom de festejo revelaram uma claque mítica e com muita alma! Ficam aí umas fotografias, bem como um vídeo da torcida Vascaína!!






domingo, 22 de novembro de 2009

É uma casa portuguesa com certeza!

Uma das prendas da mãezinha que viajaram de Portugal foi inevitavelmente BACALHAU! Depois de 3 meses e meio a ver, sentir, cheirar e comer muita carne, feijão e arroz deliciamo-nos com um bacalhau assado esta Sexta-Feira... nunca pensei dar tanto valor a um "simples" prato de bacalhau... a dupla DaPaz e DaSilva protagonizaram a ementa e apresentaram este delicioso pitéu aos demais habitantes do 201 da Visconde Pirajá.





São momentos destes que ficam na memória. Pormenores como um bacalhau assado acompanhado de uma garrafa de Muralhas fresquinha, e surrealmente por azeite argentino (o português é caríssimo uma vez que é importado). Boa refeição, boa companhia e passou um serão à portuguesa no Rio de Janeiro - 2009.

Paz na terra de Vera Cruz

Finalmente. Dia 19 aterrou no Rio a melhor companhia. Companhia de várias viagens feitas a dois, de momentos únicos. Finalmente estou em Paz...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Em casa!

Depois de uma ausência prolongada, estou de volta ao Rio e consequentemente aos posts... A minhã irmã Rita e a minha Madressita vieram visitar me ao Rio e portanto andei em passeios turísticos balanceados com algumas aulas e estudo. Fica difícil contar tudo pois foram dias intensos de visitas e programas! Fica a nota de 2 momentos dignos de registo: A primeira, a visita à Rocinha que foi realmente impressionante com uma guia excelente que nos levou realmente à nata da favela com passeios lá pelo meio e muita informação útil e interessante. Nada voyerista... Recomendo. O segundo momento, o por-do-sol no topo do Pão do Açucar realmente deslumbrante. Aconselho vivamente a todos os que tenham a oportunidade de visitar esta cidade maravilhosa a fazerem o mesmo. Dia limpo, boa companhia (em casa) e uma vista incrível.




Passados uns dias rumamos a S.Salvador da Bahia onde estivemos hospedados em casa da Eliane uma amiga da minha irmã. É complicado falar da Bahia, não sei por onde ei-de começar porque foi realmente surreal... O povo baiano é relmente diferente do carioca... Super informal e descontraído, as pessoas falam alto, são extrovertidas e tocam nas pessoas quando falam. Praias absolutamente paradisíacas, muita fruta e novos sabores, e muito... mas muito petisco, cervejinha e caipinhas ou roskas de todos os sabores. De realçar também a praia Porto-da-Barra que deu nome ao meu grupo de capoeira e da qual já tinha visto várias imagens. Uma viagem de lancha por ilhas e praias remotas também de assinalar... como não podia deixar de ser com uma lancheira cheia de bebidas alcoolicas ou nao e salgadinhos de toda a espécie.
Senti-me em casa pela excelente recepção que tivemos na Bahia mas sobretudo pela companhia das 2 senhoras portuguesas que me fizeram sentir bem e verdadeiramente em casa no país de Vera Cruz. Melhor, só com a companhia dos elementos em falta, o meu pai e restantes irmãos. Paz nem se fala... mas estará cá em breve.

Será com certeza uma viagem que Maria Luísa e Rita não vão esquecer tão cedo, tal como eu nunca esquecerei estes 7 meses sul-americanos tão especiais e tão privilegiados.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Calçadão



Aos Domingos e feriados a rua junto à praia é fechada e o calçadão fica mais largo...

Rio 2016 - Olimpíadas

Este é o vídeo de candaditura aos jogos olímpicos de 2016! Retrata bem a dinâmica desportiva desta cidade... Deliciem-se!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Amado Silva

Parabéns à família do momento Amado Silva e ao novo elemento Gustavo!!! =) Bem-Vindo!
Nela se inclui o meu irmão e padrinho Tiago, minha cunhada Joana, meu sobrinho e afilhado Rodrigo e finalmente o meu novo sobrinho Gustavinho!

Já mereciam destaque, estão em grande.

Abraço a todos*

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Praia chuRRascos mEstres e casteLos

Depois de um período de alguma chuva as rotinas de que já vos falei voltaram!
Acordar depois da uma noite de conversas, amigos e copos e sair directo na praia... apanhar um dia incrível de sol, beber um "mate limão geladão" e chegar o fim de tarde e ter uma ideia conjunta. Ao sair da praia, vemos em pleno posto 9, um cara fazendo churrasco na praia. Siga fazer um churrasco! Passamos no "Kikarnes" (uma espécie de mini mercado com um talho) pegar aí nuns kilos de carne da chã e uns salchichões e siga montar o estaminé. A nossa casa tem um pátio engraçado, que normalmente serve de estendal e arrumos, mas que nesse dia rapidamente se transformou em sala de estar chill out =)



Depois de satisfeitos, olho para o relógio e lembro-me que nessa hora ia ter uma aula de capoeira que queria ir experimentar... pego na bicicleta e lá vou eu rumo à Gávea. Não sabia bem onde era, nem que tipo de treino seria. Chego e vejo 4 pessoas a treinarem numa espécie de pátio com uns bancos de jardim. Este recinto fazia parte do Galpão das Artes Urbanas, uma espécie de cooperativa cultural... Logo a seguir, reparo num homem sentado nos tais bancos a vê-los treinar. Depois percebi que era o mestre e que ia dando instruções aos alunos enquanto os observava. Era o mestre Nestor, uma velha lenda da capoeira. Começo a falar com ele e a conversa desenrola-se espontaneamente... tanto que acabei por ficar a hora que restava do treino à conversa com ele. Falo sobre mim, sobre o que faço, sobre o meu grupo de capoeira em Portugal. Fico a saber que para além de uma lenda viva da capoeira estava também a conversar com um engenheiro que tinha "cursado" precisamente na mesma faculdade que estou a frequentar cá - UFRJ. Conversa, Rio de Janeiro, Portugal, capoeira, alguma música à mistura, berimbau, pandeiro... até que o treino termina e o mestre chama todos para nos juntarmos e fazermos uma mini-roda. A música começa a tocar e relembro as músicas, aquela energia que já não sentia há tanto tempo... O mestre pergunta-me se quero jogar e lá vou eu. Hoje segunda feira, depois de acabar este post vou para lá, desta vez treinar mesmo. Fica aqui um abraço a todos os capoeiristas em especial aos que mais me marcaram, a minha irmã Caxixi, o meu professor formado Castelo, os meus amigos e companheiros de roda, Borracha e Mosquito, Scoobi, Wally, Popey e muitos que ficam por falar... desculpem.
Volto para casa com a música nos ouvidos, vento nas costas e bicicleta nas mãos. Chego, vejo os 4 personas da minha casa com a noite já combinada. Iamos a uma festa no Castelo das Pedras, na favela Rio das Pedras. "É uma favela onde moram muitos policiais, por isso não tem tráfico e não é perigoso" disse-nos o condutor da Van a caminho de lá. A festa foi boa mas o melhor dessa noite foi o convivio com o grupo ibérico que se juntou (Tugas e nuestros hermanos em harmonia) e o contacto com os moradores e trabalhadores locais nos botecos que circundavam o espaço em plena favela, que de facto se revelou tranquila. Para finalizar este dia/noite nada melhor que ir ver o nascer do sol à pedra do Arpoador aqui ao lado de nossa casa... Fica aí registado o momento com essa grande fotografia.

domingo, 18 de outubro de 2009

Luis Maria e Francesca

Os segundos hóspedes oficiais do 201 da Visconde Pirajá! Foram 2 semanas que passaram a correr... Voltem sempre!



P.S. Já nos dão lições de Rio de Janeiro, são meninos para conhecer mais do que nós =)

sábado, 17 de outubro de 2009

A insustentável leveza do ser no Rio...

Muita solicitação, animação todos os dias e noites nesta cidade... Ultimamente tem chovido, os dias ficam mais tristes mas as noites nem por isso. A cidade não pára. Lapa, Copacabana, Ipanema, bares, discotecas, noites caseiras em casa de outros intercâmbios, em nossa casa, enfim. Há sempre programa... difícil mesmo é estudar cá. Apesar de tudo a minha faculdade está a revelar-se complicada, muitos trabalhinhos e provas começam a bater à porta. O ensino é complicado cá... dá a impressão que a já elite que conseguiu entrar na faculdade estreita ainda mais quando chega a hora de acabar o curso. Eu que estou no último ano sinto essa indepêndencia na pele. "Quer fazer a matéria, tem que correr atrás..." dizem-me alguns colegas de turma. Enfim...
A racionalidade e a consciência por vezes vacilam. Chegam mesmo a escorregar e a cair, mas logo a seguir uma força vinda de algum lado desconhecido (talvez conhecido, tenho suspeitas, (obrigado)) faz com que se levantem... Não é fácil viver com tanta solicitação activa e tanto estudo passivo...
A maravilha de conhecer pessoas a toda hora está bem presente. Conhecer, aprender, gostar das pessoas e da sua abertura, surpreender-me, ou o contrário. Conhecer, desprezar, ignorar e de repente perceber que afinal havia algo a perceber e aprender. No final, o saldo humano é quase sempre positivo.
Agradável, positivo e único. Como eu digo muita solicitação. E o bom tempo ainda não chegou... a praia quotidiana ainda não chegou. O sol chegará em força e fará justiça. Esse justiceiro implacável vai chegar mais tarde ou mais cedo e não vai dar tréguas no momento das tardes de estudo que prevejo para o final de Novembro. Até lá, tento equilibrar os orçamentos. Orçamentos conscienciosos, orçamentos lúdicos, orçamentos financeiros. Sigo a vida, tento amenizar os sentimentos de saudade que me invadem nos momentos mais difíceis e a caminhada não pára. E cada vez mais sinto o tempo passar-me por baixo dos pés... esta nuvem temporária que desvanece com o passar dos meses vai acabar e bem cedo cairei no Porto de novo. Para continuar a escrever o diário da minha vida e esperar que passe outra neblina e embarcar em novos ventos que me levem mais longe.
Com a certeza de que o meu canto à beira-mar plantado estará lá para me receber. Como o meu irmão me disse num e-mail, essa é a maravilha de estar longe, experimentar novos modos de vida sabendo que quando voltarmos o nosso "cantinho" continua lá com as mesmas rotinas, com as mesmas pessoas e os mesmos lugares. Mais velhos, é certo, mas por lá continuam. Assim é, mas sem nunca menosprezar o tempo. O tempo passa mais rápido do que parece... Não tenho idade para dizer isto com propriedade, mas a verdade é que começo a senti-lo na pele e não consigo evitar escrever.

Desculpem o desabafo. Apeteceu-me

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Saudades



Saudades muitas.

Paz para todos, Paz para mim.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Mais Português Brasileiro

Não resisto...

Sinuca - snooker/bilhar
Torpedo - SMS/mensagem
X-Burger - Cheeseburger

Paleio técnico de engenharia:

Punção - Punçoamento
Encurvadura - Flambagem
Secção - Seção (Sessão)
Concreto - Betão
Impulso - Empuxo
Esbeltez - Esbelteza

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Paraty

Este fim de semana fomos com o grupo de intercâmbio da nossa faculdade numa viagem a Paraty, uma pequena cidade a sul do Rio de Janeiro. Praias paradisíacas e águas calmas...
Fim de semana completo. Adoramos, passo a relatar: Sexta fomos jantar a um restaurante algo requintado com música ao vivo onde acabamos por definir o reportório musical. Música escolhida uma-a-uma pela mesa mais animada do restaurante... de jantar gourmet semi-cerimonioso passamos progressivamente a jantar com música a pedido. No fim tivemos direito a foto com os músicos de serviço. Para ficar na memória:



Depois de dormirmos escassas horas na sexta (noitada), acordamos às 8h30 e rumamos ao porto de Paraty para andar de "Escuna" - barco grande semi-aberto. O grupo eram para aí 70 pessoas, talvez mais de 10 países representados, o tempo estava nublado mas quente. Passamos o dia a visitar praias deliciosas alternando uns mergulhos do barco, umas jogatanas de altinha na areia e longos banhos. Boa companhia, boa música a bordo (quase sempre, nem sempre), muito verde e ilhas paradisíacas.
Quando já estavamos de regresso, a natureza brinda-nos com uma chuva tropical que soube a mel. Contemplação geral do cenário e do dia que havia passado.
Depois de chegarmos ao hostel surge a oportunidade de irmos jogar futebol de 7 com uns brasileiros lá do hostel. Não resistimos... 1horinha a jogar "bota-fora". Que saudades de bolinha... À noite, jantar fora e a seguir festa...



Altinha com o nosso barco de fundo...



Umas das praias apenas com acesso de barco... natureza quase a 100%.



Galera Portuga


Fim-de-semana estafante mas muito bom!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Não há rock como em Portugal

Hoje fomos a um bar/disco na lapa onde deu um cheirinho de rock... Muse, Kaiser Chiefs, Franz Ferdinand... mas muito ao de leve.
Cheguei agora a casa... Já está cedinho.

Meus caros, não há nada como uma bela noite de tendinha!!!
Que saudades dessas noites de amigos, Paz e BOM som. Sim, porque funk, samba, reagge tem o seu encanto mas aquelas noites de rock são míticas...

*Forte abraço a todos os companheiros de rock*

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Trilha Corcovado

A Floresta da Tijuca, integrada no Parque Nacional da Tijuca, é a 3ª maior floresta urbana do mundo, com 39,51 km2! Situa-se no coração da cidade do Rio de Janeiro e apresenta uma imensa variedade vegetal e animal. Um dos principais pontos turísticos deste parque é o morro do Corcovado e no seu topo, o Cristo Redentor.



Este Sábado fui ao Cristo, mas na realidade o que me levou a ir não foram convicções religiosas ou turísticas. Quis ir porque na sexta à noite me fizeram uma proposta que não podia recusar: fazer a trilha do corcovado, que começa no jardim botânico praticamente à cota 0 e termina no Cristo Rendentor a 710 metros de altura. O autor do convite foi o Henning, um alemão que conhecemos cá, e me ligou porque já me tinha ouvido a falar sobre fazer umas trilhas. Ele, o irmão alemão, uma alemã, 3 franceses e eu.


Irmão do Henning, Henning, Eu

Cedo percebi que não estavam muito informados acerca da trilha. Tinha lido na internet que a trilha era pesada e tomaria cerca de 2 horas. Mal entramos no jardim botânico perguntamos onde era o início da trilha e um guarda florestal acompanhou-nos até ao início enquanto nos debitava conselhos, histórias e precauções. O homem fez-me lembrar John Rambo. Tinha uma voz grossa e falava bem, com uma certa pinta, vestia uma farda apetrechada de equipamento, facas, bússola, grandes botas, e como não podia deixar de ser uma cicatriz na cara, que apesar de não ser bonita lhe dava aquela credibilidade de homem experiente e "bicho do mato". Enfim, uma velha Lenda. O parque é rico em espécies animais entre elas, jararaca, como ficamos a saber. Uma cobra que pode ter uma picada mortal se não for tratada a tempo. Depois de uma exposição que nos deixou algo apreensivos, (com direito a relatos de corpos sem vida transportados do meio da floresta aos ombros, e aventuras de turistas que correram menos bem) proseguimos por entre a densa floresta...


Francês a transpor uma zona mais complicada...


Cascata natural

Imaginei uma trilha com caminho mais ou menos bem definido mas o percurso é quase sempre fechado com mata densa. Vimos dois Sagüis, uma espécie de macaco do tamanho de um cão pequeno. Confirmaram-se as 2 horas de subida com destaque para o acentuado declive de várias zonas. Ao chegar... a recompensa! Hora de maior calor e o vemos o Cristo Iluminado pelo forte sol. Apesar do calor, quando chegamos lá em cima apercebemo-nos das nuvens que rodeavam a Lagoa Rogrigues de Freitas, Ipanema e zona de Botafogo. Depois de descansarmos um bocado e almoçarmos as nuvens subiram aos 710 metros e o Cristo ficou ofuscado pela neblina, altura em que apanhamos um ônibus e descemos até casa.


No fim da trilha o encontro com a linha do "bondinho"


A chegada!


O Cristo envolto na neblina...

Não foi o melhor dia para ver as vistas mas foi sem dúvida a melhor forma de chegar lá em cima num bom dia para caminhar.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Corrupção

Cada vez mais percebo como as Vans são ricas em histórias e oportunidades de conversa. Ainda antes da viagem, hoje no fim das aulas, apanhei uma conversa entre uma rapariga e um rapaz da minha turma. Nunca imaginei que a mesma seria o início de várias conversas acerca do mesmo tema. Corrupção.
Entro na Van na zona da frente, onde se senta o condutor e dois passageiros, eu e uma rapariga negra. Prosseguimos o caminho, desta vez bem sentado e com cinto, até que na zona centro da cidade ouço o condutor proferir algumas palavras que não percebi. Tiro os phones dos ouvidos e pergunto-lhe o que se passa... "Teve roubo de mota... e quem rouba mota cá, não tem grana que safe a prisão" olho para a frente, e vejo uma parada de carros de Polícia a revistarem 6 ou 7 motas e seus condutores. Peço explicações e o homem explica-me que no Rio agora está na moda este tipo de roubos. Daí, partimos para uma conversa intercontinental. Fico a saber que a rapariga era Angolana a estudar microbiologia cá e o motorista carioca que comprou a Van e trabalhava todos os dias a guiar pela cidade. No meio da conversa percebo como o homem estava ansioso por partir. Sair do Rio, "Morar, trabalhar, viver tranquilo" como ele dizia. Muito perigoso, todo o dia tem assalto. Contrapus com a seguinte ideia: "Cara, tou sentindo que os visitantes e estrangeiros que vivem cá temporariamente acabam gostanto mais do Rio que os próprios cariocas". Isto porque não sentimos as elevadas cargas fiscais, a corrupção em todos os serviços, policia, governo, no fundo todas as componentes que fazem a cidade funcionar. Lembrei-me do que já vi, motoristas a largar o telefone quando vêm a polícia, a pôr o cinto à pressa com medo da polícia. Não é medo de serem autuados mas sim do dinheiro que terão de desembolsar para se verem livres "deles". Dou por mim, e percebo como a corrupção afecta todo o sistema neste país. Relembro a conversa que ouvi no fim da aula... A Erika, rapariga da minha turma, a perguntar a outro colega se não queria assinar uma petição para alterar uma lei. Alteração essa que visava a interdição de políticos com acusações do ministério público de se candidatar a novos cargos. Neste país tudo se negoceia, sempre se arranja um jeito...Continuo a conversa com argumentações da política em Portugal e como tudo está menos à vista e apesar de tudo com menor intensidade. Ouvimos algumas posições angolanas não muito claras, "a jogar à defesa" penso para mim. Mais lamentos cariocas, reformas, impostos, enfim...
Pago os 2,5 reais e agradeço a conversa e mais uma reflexão dentro de uma Van, espaços priveligiados para grandes pensadores contemporâneos. Desta vez, pensamentos em voz alta e com direito a resposta do outro lado.

E como "Gringo" que sou, continuo a defender esta perigosa mas encantadora cidade.

Maravilhosa

domingo, 13 de setembro de 2009

Gogol Bordello



Sábado.
Vocalista do grupo Gogol Bordello a cantar no "cine-lapa" um barzinho pequeno na lapa. Este Homem já deu concertos em Portugal com milhares de pessoas e aqui no Rio apanhamo-lo a dar um grande concerto num pequeno bar.

Grande Som

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Penha - Ipanema | Via Perimetral

Quarta feira. 17h30. Saio das aulas e sinto o dia já na penumbra... apanho uma van com sorte que já ia cheia. "Só tem banquinho" diz-me o neguinho. Quando as vans já vão cheias nos lugares normais, com cintos, almofadados, então eles usam os tais banquinhos de plástico que os colocam nos espaços vazios. Assim conseguem ganhar mais uns reais extra. Pensei, vi que não havia mais vans prontas a sair, dia a acabar, entrei. Nos primeiros metros não me consegui abstrair do facto de ir no banco de plástico, de costas, colado ao vidro da porta lateral e com as costas as bater num banco normal de cada vez que o homem travava... e não eram poucas. Entramos na linha vermelha, (via rápida, ladeada de favelas) e a minha ligeira preocupação com a minha posição sentado na van desvaneceu-se. Ia bem encostado ao vidro, mp3 nos ouvidos, apercebi-me das imagens e filmes que rolaram no meu pensamento. Lusco Fusco... eram cerca de 5h50, devoro com o olhar uma favela a 100 metros de mim. Morro alto e uma rua bem íngreme que subia do pé da favela ao cume. Carros podres, molequinhos na rua, algum lixo, poeira. A estrada curva e rodeia a cena até ao ponto em que vejo o morro recortado pela luz do sol. Por telhados feitos de chapa, tijolos, roupas a secar. Um quadro único em que a desorganização e irregularidade do perímetro visual da favela me fizeram esquecer o dia pesado que tive até ao momento. Muita injustiça social. "O meu pai pintava esta aguarela". Precisaria de muitas cores tais eram as divergências visuais. Até o transito parou, não para contemplar a cena mas porque era hora de ponta. Mais à frente entramos na zona do centro e registo as diferenças. Grandes edifícios, mudança total de cenário. Metrópole sul americana que mais parecia europeia, no meio da confusão do transito grandes elevações coloridas e de repente um prédio gigante com grandes letras: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Que cidade contraditória... Mais à frente ... HOTEL MUNDO NOVO escrito com letras verdes, cor da esperança. Simbolismos vazios de conteúdo. Mais à frente começo a ver um desfile de shoppings e depois entro na rua Barata Ribeiro, Copacabana. Uma rua comprida cheia de comércio e consumismo latente.

Chego a casa e percebo como tenho sorte.
Sorte em poder estar aqui em intercambio e ter noção das diferentes realidades que me rodeiam.

Talvez se toda a gente, mesmo que apenas por breves momentos, desse mais atenção ao que nos rodeiam, talvez então tivéssemos um mundo melhor...

#Por1MundoMelhor

domingo, 6 de setembro de 2009

Os 7



Uma noite tranquila num bar aqui em Ipanema. Cerveja, conversa fiada, boa companhia e muita história =)

Zezeca e "Carlitos" Titão

As duas primeiras visitas oficiais a entrarem no 201 da Visconde Pirajá! Dois viajantes cheios de histórias e relatos infindáveis dos 5 países da América do Sul onde estiveram durante quase 2 meses.



Bem Vindos!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Uma Segunda e uma Terça no Rio

Dois Dias cariocas perfeitos:

Segunda e Terça dias idênticos...
Acordar cedo (por volta das 6h) tomar um bom "café da manhã" (pequeno-almoço) em casa.
Aulas às 7h30, sair por volta das 12h... apanhar com o Ferrão a "Van" (tipo monovolume) estar em casa às 13h almoçar alguma coisa rápida, pegar numa maça e sair directo rumo à praia. Chegar ao nosso spot na praia (já temos um local na praia combinado entre o pessoal que está cá), encontrar a malta e ir jogar Altinha - desporto muito praticado por cá na praia. A malta põe-se em rodinha e joga-se futebol como se fosse vólei.. bola sempre no ar e não vale mãos... inclui ataques e defesas, tal como no vólei se ataca de vez em quando e o outro recebe em manchete. Damos por nós e estamos há quase uma hora a jogar aquilo... alternando com uns banhos maravilhosos a água está excelente... Carreirinhas também são já são um hábito. "Surf de peito" BodySurf, surfar as ondas com o corpo apenas, ficamos muito tempo na água entretidos. Claro que ao fim da tarde há sempre espaço para um pouco de capoeira e uns saltos...


Olha aí o mestre Saladas. eheheh
A praia à semana é deliciosa porque há mais espaço, a praia está mais tranquila e têm estado dias de sol muito bons. Sair da praia, passar na barras (tem sempre barras ao longo do calçadão) puxar umas elevações e ir a pé para casa - 5 minutos sempre sem t-shirt. Chegar a casa, horinha relax nos pcs a actualizar-nos a beber uma Cervejinha ou Cola, banhos, depois preparar o jantar (já agora fica a ementa de ontem e hoje, almondegas com puré e lombo de porco assado com batatas e arroz, só para vos deixar água na boca) e dou por mim a escrever-vos aqui na sala, de calções e tronco nu e janela da sala toda aberta, 00h20. Finalmente o descanso no quarto a ler ou ver uma série.


Cidade Maravilhosa - percebem o que vos digo?


03 - GROOVE BOM.wm...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Fim de tarde

A desorganizada praia de Ipanema, já com bastantes espaços vazios. num Domingo de Sol. Ao meio-dia nesta praia, posto 9, é raro encontrar-se um metro quadrado de areia livre para nos sentarmos. Claro que depende do tamanho de sua bundinha... mas em princípio cê não arranja espaço não... eheh.
São milhares os vendedores que tentam vender "Mate com Limão!! É Mate!" (bebida energética que toda a gente bebe cá com limão fresquissíma) ou "Açaí açaí!!!" (Fruta que desconhecia mas que toda a gente come cá, com muesli e mel) e dps empadas, sandes, hamburgers, biscoitos, Skol (a super bock cá do sítio), águas, chicletes, queijo coalho (andam com uns barbecues pequenos onde derretem umas barras de queijo com oregoes nuns paozinhos lool) enfim... vendem tudo e a toda a hora. Homens e algumas mulheres de pele escura, maltratada pelo sol e pernas fortes de tantos kms fazer nas praias da zona sul desta cidade cheia de vida - RJ.



quinta-feira, 27 de agosto de 2009

New look















A história é a seguinte... Compramos cá umá máquina de rapar o cabelo por 30 R (+- 12 €) e comecei a rapar e não consegui acabar porque aquilo rapou o suficiente para me deixar uma falha no cabelo mas não o suficiente para rapar o cabelo todo! Ou seja parecia um maluquinho com falhas no cabelo. Então tive de usar a máquina de fazer a barba do Freitas que tem uma patilha que também rapa o cabelo... mas a ZERO. =)

Professor Louco

Para quem pensa que estudar no Brasil é "peanuts"...
Tive uma aula de Concreto Protendido (Betão com Pré-esforço, em Portugal) com um professor louco, mas notava-se que era um grande Boss da engenharia porque falou de imensas obras que projectou (entre elas a ponte Rio-Niterói de quase 9 kms).

Ponte Rio-Niterói



Génio incompreendido a escrever no quadro uma confusão com medidas e traços que ninguém percebia e a falar ao berros. Espetou-nos logo com um projecto para fazermos com vários prazos de entrega por partes. Decidi procurar no google "Ernani Diaz" e encontrei logo:

http://www.revistatechne.com.br/engenharia-civil/136/carreira-benjamin-ernani-diaz-95934-1.asp


O nível de dificuldade parece-me bastante idêntico em todas as cadeiras até agora... Mas esta... excedeu tudo. Não vai ser fácil, ainda mais porque cá esta é uma das últimas cadeiras do curso e eramos apenas 6 na sala!

Vamos lá a ver...



P.S.
Não sei se repararam na mudança do tipo de conteúdo deste post em relação aos anteriores... post sério e responsável.
Para os paizinhos verem que isto não é só noite e praia =P eheheh

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Crowd


Spot Arpoador com Ipanema e Leblon como fundo

domingo, 23 de agosto de 2009

Natiruts Live















Concerto de Natiruts na "Fundição Progresso"

Muito Bom mesmo. No Rio de Janeiro ao vivo.



Lotado.

A língua Portuguesa

Algumas surpresas cariocas na língua Portuguesa:

Cardinal (do teclado do telemóvel existe o asterisco e cardinal) = “Jogo da Velha”
Telemóvel = Celular
Seis = “Meia” exemplo: meu número do celular 8352 0610 = oito, três, cinco, dois, zero, MEIA, um, zero. SURREAL
Autocarro = Ônibus (Clássico)
Fotocópia = Xerox exemplo: podia XEROCAR meu passaporte por favor.
Estrangeiro = “Gringo”
Português = Patrício
Rabo = Bunda LOL
Cerveja = “Chopp”
Limão = Lima
Lima = Limão! Freitas descobriu... como? aí vai: "Queria uma vodka de Limão sff", "Uma vodka limão? uma caipirinha?" "Não não... uma vodka limão!"
Eléctrico = “Bonde” ou “Bondinho”
Gay = Veado
Cadeira/Disciplina = Matéria

quinta-feira, 20 de agosto de 2009


Os cinco "Gringos" no Rio de Janeiro.
Lapa 40Graus - Bar na Lapa

O início

Cá estamos há mais de 20 dias… mas só agora instalados… estivemos em casa de umas amigas ao início porque ainda não tínhamos casa… estivemos acampados (literalmente, elas ainda não tinham móveis, quase nada) demoramos quase 2 semanas a encontrar casa mas agora já estamos instalados… com net, com electrodomésticos, com uma casa limpa… por nós! Lol alguns filmes com a casa mas foi tudo ao sítio, um bocadinho suja e tal mas demos um jeito compramos uns colchões, montamos umas camas e agora já está cada um com o seu quarto. Entretanto conhecemos um cara castiço, lisboeta, João, que veio viver connosco porque a casa dava para mais um e era cara… e cá estou ligado com o mundo… com “todo o mundo”! Nossa casa é boa, espaço, localização top (rua Visconde Pirajá, ao lado da praça General Osório, em Ipanema) a duas quadras da praia.
Já visitamos alguns spots clássicos, estivemos no centro, Lapa, Santa Teresa (subimos no “bondinho”, um eléctrico) muito bonito mesmo, bairrinho provinciano cheio de casinhas bonitas todas pintadas enfim… muito bom. Rodeado de favelas mas seguro. Bem, o conceito de segurança no Rio é sempre relativo. “Tem que tar sempre ligado!” Depois, estivemos na zona do Pão de Açúcar mas não subimos lá em cima ainda… zona bonita onde a galera faz escalada e com uma Prainha (praia vermelha) muito pacífica com vista para o Pacífico. Claro, o calçadão que vai desde Copacabana passando por Ipanema, acabando em Leblon. Esta cidade respira Desporto! Corridinha, bicicletas, patins, skates, tudo se vê por aqui… Andamos a namorar uns skates já mas uma vez que o orçamento já teve aí umas derrapagens estamos contidos… enfim. Pranchinha de surf já arranjei! O porteiro das raparigas onde estivemos morando emprestou me uma toda podre, muito castiço. De seu nome Reginaldo! Eheh depois ponho aqui a foto dele.
De resto conhecemos também bastante noite carioca… Lapa, adoramos muita gente na rua todo o tipo de pessoas, muitos travestis, depois lá entramos lá num bar gigante com vários pisos, concerto ao vivo muito bom. Algo parecido com bairro alto e galerias de Paris. Casa Rosa, outro local de referência, com samba, roda de capoeira, musica ao vivo, super heterogéneo. Depois, Baixo gávea em Leblon local para beber um chop (fino) na rua e conversar. Já fomos também a uma discoteca, mas não gostamos muito… muito elite e noite igual ao Porto música comercial. Como aqui eles dizem… noite de Patricinhas, fazendo referência às menininhas ricas. Não me parece que volte a uma disco deste género.
Desporto: corridinha e puxar umas barras na praia tem sido hábito. Surf, o mar tem estado pequeno mas já fui uma vez… Capoeira vou amanha experimentar uma aula com o Freitas – mais conhecido como ZéBluff.

Concluindo, integração fácil e rápida. Segurança: tranquilo, sempre atento e sem muito nos bolsos e passa-se bem. Sol: bastante mas também chove muitas vezes. Praia: óptima, muita gente à tarde e aos fins de semana, e tudo a jogar futvolei na praia. Casa: estabelecida e razoável/boa. Cidade… com muito por percorrer ainda, muito bonita, algo caótica mas organizada dentro da sua desorganizada disposição. Tipicamente Brasuca. Não vai mudar nunca… mas é assim e a adaptação passa por saber contornar as nossa vivência europeia (apesar de tudo) organizada e com regras bem definidas e aprender a viver como um verdadeiro carioca.

Deixem os vossos comments. Mails para jaimemaiasilva@gmail.com

Com saudades de todos (vocês sabem quem são) mas com vontade de conhecer mais ainda desta cidade maravilhoso.

Apareçam, serão todos bem vindos!